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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Jornal Zero Hora - Colunista publica texto infeliz


Violência e ignorância


Colunista do jornal Zero Hora chama protetores de animais de imbecis e idiotas


Werner Grau
wgrau@pn.com.br
Carta à direção do jornal Zero Hora
Prezados Senhores,
Recebi o texto abaixo, que teria sido publicado pelo Zero Hora em coluna pela qual responderia o Sr. Paulo Sant’Ana. Conforme se vê dos destaques abaixo, o texto é lamentavelmente agressivo e desrespeitoso, revelando que o referido colunista não tem a menor condição de integrar tão prestimosa publicação.
Abstraído o tom gratuitamente ofensivo do texto, há que se questionar o seu conteúdo, e desde já se solicita a esse periódico que faça publicar, em igual espaço e destaque, a resposta aqui trazida ao texto do colunista.
De início, os dados trazidos pelo colunista. Não é possível afirmar que 99% dos casos de ataques de cães ferozes, com vítimas, teve as raças Pitbull e Rotweiller envolvida. O Sr. Sant’Ana invoca números sem nenhuma base, o que já desqualifica o mérito do que defende.
Demais disso, a comparação que pretendia ser espirituosa por ela feita, com serpentes, não poderia ser mais vazia. O Sr. Sant’Ana não conhece a diferença entre animais domésticos e silvestres, o que, mais uma vez, desautoriza a sua tese. A comparação é absurda.
O texto do colunista em questão desafia o argumento de que cães são fruto da forma como tratados pelos seres humanos. Ora, o próprio Sr. Sant’Ana é prova de que sua tese é absurda. Dada a gratuita agressividade, desrespeito e tom ofensivo com que generaliza e ataca quem dele discorda, a tese do Sr. Sant’Ana só poderia ser procedente se tivesse ele próprio sido criado por Rotweillers e Pitbulls, bestas-feras que o teriam transformado no ser humano que demonstra ser. Certamente, não é o caso, porque o Sr. Santana, revelam as entrelinhas de seu texto, tem verdadeiro pavor de cães como Rotweillers e Pitbulls. Talvez aí se revele a razão de tamanha agressividade. Medo.
O tom do Sr. Sant’Ana reforça a tese, na verdade, de que cães – quaisquer deles – são fruto da forma como tratados. Tamanha agressividade só pode ser fruto da forma como o Sr. Sant’Ana foi criado. Felizmente, ao que tudo indica, seus pais não têm cães das raças por ele atacadas. Esses seriam verdadeiras feras.
Qualquer animal, tratado de forma inadequada, será potencialmente agressivo (e o Sr. Santana insiste em parecer prova viva disso… que passado horroroso deve ter sido o seu!). Do Pinscher ao Fila Brasileiro, todo cão maltratado reagirá e estará fora de controle. E atacará. Alguns, com maior potencial lesivo. Só isso muda.
Crucificar esta ou aquela raça seria admitir que o ser humano não é capaz de prevalecer, racionalmente, e controlar os animais domésticos de forma a tê-los dóceis. Somente pessoas que demonstram um absoluto descontrole, gratuita agressividade, como o Sr. Sant’Ana, é que passam por experiência assim: o cão os domina, e faz o que bem entende.
Por fim, o Sr. Sant’Ana parece ignorar que a própria lei reconhece ser do ser humano a responsabilidade. A omissão no dever de guarda é figura que pune o homem, e não o animal. Exatamente porque o homem, em tese racional e controlado (não é o caso do Sr. Sant’Ana, ao que tudo indica), deveria ser capaz de cuidar e tratar dos animais domésticos (todos eles) de forma a tê-los dóceis e tranquilos.
Burrice, com todo respeito, é achar que um cão esteja fora do alcance do controle humano. O que, lido o texto do Sr. Sant’Ana, infelizmente reforça a tese de que sim, isso ocorre com frequência.
Resta-nos rezar para o Sr. Sant’Ana nunca ter um animal sob sua guarda.
Reforçando o pedido de publicação desta resposta à coluna do Sr. Santana, pleiteando-se o mesmo espaço e destaque, despeço-me,
Atenciosamente,
Werner Grau Neto
Coordenador do Grupo de Trabalho de Direito Animal e Saúde Pública da Comissão de Meio Ambiente da OAB/SP


Eis o Texto por:

 Paulo Sant’Ana

"A burrice culpada
Não sei de onde veio esta tese imbecil de que os pitbulls e os rottweilers são frutos de seus donos.
A tese burra atribui ao tratamento que o dono das feras dão a elas os crimes hediondos que elas cometem.
Esquece-se a tese estapafúrdia que centenas de pitbulls e rottweilers foram otimamente tratados por seus donos, que lhes dedicaram carinho, atenção e excelentes rações – e mesmo assim essas feras estraçalharam crianças e idosos entre nós.

Eu já expliquei até a exaustão que o caráter genético dos pitbulls e rottweilers manda matar.

Mas isso não entra nos raciocínios estreitos dos néscios.

E eu provo isso com fatos: 99% das pessoas que foram estraçalhadas até a morte por cães, entre nós, foram devorados por animais das raças pitbull e rottweiler. Apenas um por cento das vítimas humanas dessas feras foi morto por cães da raça fila.
Mas não basta essa estatística para convencer a imbecilidade?
O que eu pretendo com este meu discurso inútil é “dessocializar” os pitbulls e rottweilers: ou seja, retirá-los do convívio humano. Para evitar as mortes que vão continuar acontecendo.
Os imbecis parecem não se comover com as centenas de mortes de pessoas nas garras e nas presas dessas feras. É uma morte cruciante a que sofrem estas vítimas. Mas os idiotas parecem desconhecer isso. E vêm com teses que confortam os assassinatos, em vez de reprimi-los.
Mas os inocentes úteis que atiram ao léu essas teses desprezíveis de que os cães são reflexos de seus donos deveriam ser submetidos ao teste de passarem três noites dormindo ao lado de um pitbull ou de um rottweiler. Aí é que eu queria ver eles continuarem a se aventurar nessa tese absurda de que o cão reflete o dono. Eu queria vê-los convivendo com as feras. Então nunca mais diriam essas bobagens.
Criar pitbull ou rottweiler é o mesmo que criar cascavéis em um serpentário doméstico: a qualquer momento a cobra vai picar e vai injetar seu veneno em suas vítimas.
Só falta agora a imbecilidade vir dizer que as serpentes são reflexos de seus donos. Ora, vão plantar batatas!
Ainda bem que 90% das pessoas com quem eu falo têm-me dito que é preciso depressa acabar com o convívio entre essas feras e os humanos. 90%!
Não estou com isso inocentando os donos desses cães assassinos. Pelo contrário, eles deveriam sentar no banco dos réus como coautores desse genocídio. Quem cria ou mantém um cão assassino desses em suas casas, sabendo que dali a pouco ele vai estraçalhar uma criança, é culpado máximo desse homicídio.
Como também teimam em aparecer outros culpados dessa carnificina: agora mesmo estão aparecendo os idiotas que afirmam que os cães são frutos do comportamento de seus donos.
É muita burrice. Burrice culpada!"
Nota da Redação: 
Indignado com milhares de emails que recebeu na semana passada criticando a sua coluna sobre extermínio de raças ferozes, o senhor Paulo Sant’Ana escreveu o texto violento e preconceituoso acima. Lamentável que um grande veículo como o Zero Hora/RBS abra espaço para apologia à violência, de uma pessoa absolutamente desinformada e sem qualquer autoridade para falar sobre o assunto.

Cadela volta pra casa com corpo queimado

Corpo e olhos queimados


Polícia do DF investiga caso de cadela atingida por ácido


Foto: Reprodução/G1
A polícia do Distrito Federal investiga uma denúncia de maus-tratos a uma cadela no Gama que teve o olho direito e o corpo queimados por um produto corrosivo. Segundo os tutores do animal, a cadela tem o hábito de sair à rua sozinha. Na terça-feira de carnaval, Nina voltou do passeio com as queimaduras.
A veterinária Jeandra Ferraresi fez o primeiro atendimento no animal. Segundo ela, o produto jogado na cachorra pode ter sido soda caustica ou algum outro tipo de ácido. Apesar da gravidade dos ferimentos, a veterinária disse que ela vai sobreviver.
O comerciante Claudio Mai, vizinho da família, disse não saber quem atacou a cadela, mas viu o momento em que ela saiu de um local onde pode ter sido atacada. “De repente o cachorro saiu desesperado rolando aqui no mato, rolando pro outro lado. Eu falei: ‘Jogaram água quente no cachorro’”, afirmou.
Os tutores da cadela registraram ocorrência na 20ª delegacia de polícia, no Gama. O delegado Paulo Henrique Almeida informou que a polícia já tem um suspeito. Os agentes estiveram na região que fica perto de um supermercado e ouviram funcionários do estabelecimento.

Fonte: G1